Nota sobre a demissão em massa da Heineken (Itu)

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Campinas (SITAC) enviou à Heineken, no dia 2 de agosto, um ofício solicitando reunião de urgência para tratar de assunto relacionado à demissão de 120 funcionários da fábrica em Itu.
O SITAC também apresentou uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho, cuja audiência foi agendada para o dia 10 (quinta-feira).
A reunião do Sindicato com representantes da Heineken ocorreu nesta segunda-feira, dia 07 de agosto. A empresa disse que os desligamentos “decorreram de avaliações rotineiras de performance, eficiência e produtividade, tendo como objetivo a promoção de ajustes de quadro.
O SITAC, através de seu presidente, Marcos Araujo, lamentou as dispensas e deixou evidente a total preocupação com todos os profissionais desligados, e aproveitou para questionar sobre um possível acordo para minimizar as dispensas ocorridas. A empresa propôs oferecer a cada funcionário demitido um pacote com cesta básica, convênio médico estendido pós-demissão e assessoria de recolocação no mercado de trabalho.
Os representantes de Heineken disseram também que as demissões já cessaram, pois esse número era o limite previsto para realização da readequação.
O SITAC não concordou com a proposta oferecida, requerendo aos representantes uma reformulação de proposta: melhorada e mais justa.
Os representantes da empresa pediram um prazo de 15 dias para formular uma nova proposta e apresentar ao SITAC. Nosso Sindicato concedeu esse prazo.
A Heineken disse, através dos seus representantes, que os funcionários dispensados terão seus direitos garantidos, porém não há como reintegrá-los, pois, na visão da empresa, não há necessidade para um mesmo trabalho dois profissionais – um de cada empresa, ou seja, um da Brasil Kirin e outro da Heineken. Alegam também que, na produção havia excesso de mão-de-obra, por isso houve as dispensas pra equacionar sua nova estratégia de mercado.
Vale lembrar que, apesar da atual crise instalada no Brasil, pelo menos na área das indústrias de alimentação, sobretudo no universo onde a Heineken atua, ainda há lucratividade e índices positivos na economia do setor.
Portanto, o SITAC entende que tal ato praticado pela empresa é, no mínimo, incoerente, trágico e desumano. Sem contar o claro estremecimento das relações entre sindicato e empresa, que até então sempre existiu de forma cordial e tranquila.

Os desdobramentos deste caso ainda serão noticiados em nosso site e no Facebook nos próximos dias.

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