DAR O INPC PRA TUDO? NÃO! Nós queremos sempre mais.

MARCOS ARAUJO

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC é uma sigla de indicador econômico calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, cujo objetivo é medir a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos por famílias com renda mensal média entre 1 e 5 salários mínimos.
Esse conjunto é formado por grupo de despesas que mensalmente varia seus preços ou percentuais. Alimentação e bebidas, habitação, vestuário, educação, saúde e cuidados pessoais são alguns dos itens deste grupo de despesa familiar.
Baseado neste índice, nosso Sindicato calcula o famoso dissídio do trabalhador. Mas dissídio é o nome errado: acordo ou convenção de data-base é o nome correto para tratar sobre os reajustes que ocorrem todos os anos nos salários e benefícios dos trabalhadores. Acordo é quando o Sindicato negocia diretamente com a empresa e convenção é quando vários sindicatos de um estado se unem através de uma Federação e juntos negociam com várias empresas de um único setor, por exemplo, o da panificação. A convenção acordada, neste caso, vale para todo estabelecimento de panificação e confeitaria do estado.
No nosso caso específico, todos os acordos e todas as convenções coletivas de trabalho são fechados com base no INPC acumulado do ano acrescido de aumento real. Se, por exemplo, o dissídio de uma empresa ou setor é em 1º de março de 2024, calcula-se o INPC acumulado entre 1º de março de 2023 até 29 de fevereiro de 2024.
Todos os anos, o SITAC possui SEIS períodos de negociações de data-base: janeiro, março, abril, maio, setembro e novembro. Somos diferentes de alguns sindicatos que possuem apenas o mês de abril para negociar com o patrão. Diferente também é a forma que pensamos na hora de negociar, pois todo ano a ladainha do patrão é a mesma: ZERO DE AUMENTO.
Nossa diretoria do SITAC, desde quando assumiu a gestão, vem trazendo aumentos reais para nossos representados. Se estes aumentos reais não incidem nos salários, certamente lutamos para que houvesse aumentos expressivos nos benefícios, ou seja, na cesta básica, no PLR, nos vales etc. Isso vem ocorrendo graças ao trabalho determinante que foi plantado lá no século passado, com as gestões de Melquiades de Araujo, e que está sendo muito bem semeado pela nossa gestão atual.
O que os 21 mil trabalhadores da nossa base territorial devem ter em mente é que, se não houvesse atuação do SITAC, com certeza não haveria dissídio, nem hoje, nem nos anos passados, nem nunca.
Portanto, é preciso ter conhecimento antes de ter consciência, porque se o trabalhador e trabalhadora entenderem que sem a negociação do Sindicato não tem aumento no dissídio, eles vão ter de colocar a mão na consciência e fortalecer a ÚNICA entidade que pode defender e melhorar seus direitos trabalhistas.
Saudações sindicais!

MARCOS ARAUJO
PRESIDENTE DO SITAC

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