Como poderão ser os próximos quatro anos para os trabalhadores da alimentação?

As eleições para governador, deputado estadual, deputado federal, senador e presidente da República podem novamente dividir o país ao meio. Se de um lado há a velha bandeira do PT, do outro há a ainda mais velha bandeira do conservadorismo, mascarada da nova bandeira do bolsonarismo. A diferença maior está do lado da extrema direita, pois o pai do candidato à presidência (que deveria ser o candidato) está na cadeia.
Flávio é o candidato de Trump, do véio da Havan, dos cantores sertanejos, da Festa de Barretos, dos ex-escravocratas do agro, dos pastores das igrejas de “Deus, Pátria, Família” (o mesmíssimo slogan do fascismo do terrível Benito Mussolini). O filho Zero Um do clã bolsonarista entregou à luz do dia o Brasil nas mãos dos EUA, que resolveu saquear o nosso país com suas taxações criminosas. E ainda ofereceu ao governo norte-americano, caso seja eleito presidente, as portas escancaradas para a vinda de uma “equipe de transição” importada.
E o que tudo isso significa? Caso Flávio seja o novo presidente do Brasil, uma nova ditadura será instalada, com o fechamento do Congresso, a criação de um novo Ato Institucional, a censura da imprensa e das mídias sociais e, entre tantas outras barbaridades, o que mais importa a todos nós: o novo governo bolsonarista vai promover a extinção dos sindicatos trabalhistas em todo país.
Num primeiro momento, os trabalhadores não irão sentir o impacto e alguns ainda vão comemorar. Mas quando chegar o período de “dissídio”, nos anos seguintes, aí o bicho vai pegar. Não haverá mais sindicato para brigar por aumento. Não haverá aumento, não haverá mais benefícios: PLR, férias, 13o, vales, cestas, abonos, escalas justas de trabalhos, nem Ministério do Trabalho para defender abusos e assédios de patrões. O caos irá se instalar nas fábricas, nas linhas de produção, nos RH’s, nos portões das indústrias. E os EUA estarão por trás das ações militares no Brasil, em uma escalada de violência brutal nos iminentes protestos dos trabalhadores. Nós já vimos este filme várias vezes e parece que não aprendemos a lição.
Há algum tempo, extremistas vêm chamando professores de vagabundos. Chamam estudantes universitários de maconheiros. Negam a eficácia de vacinas gratuitas. Espalham mentiras sobre absolutamente tudo que diz respeito ao sindicalismo. E tudo é em nome de Deus ou da Bíblia. Não há nada mais demoníaco do que isso. Ou melhor, há. Um ex-militar que desistiu da carreira para virar político corrupto e colocar todos os seus filhos na política, incluindo uma das ex-esposas e a esposa atual.
O governo Lula não faz uma gestão perfeita, mas desde quando assumiu em 2022 os dissídios tiveram aumentos reais, o desemprego diminuiu consideravelmente, o poder de compra não melhorou tanto, mas não houve perda, como ocorreu nos governos Temer e Bolsonaro.
A liberdade ainda existe no Brasil, inclusive nas mesas de negociações com os patrões do ramo de alimentação. Isso pode continuar e evoluir, caso Lula vença ou pode radicalmente mudar, caso Flávio seja eleito. E essa mudança radical com certeza poderá fazer com que o patrão tenha tanto poder que ele terá toda liberdade de tirar todos os benefícios dos seus funcionários, além de nunca mais dar aumento de salário.
Caberá a você, trabalhador da alimentação, refletir e votar em quem já foi trabalhador como você, ou em quem já foi patrão e esculachou funcionário igual a você.

Saudações sindicais!

Marcos Araujo
Presidente

 

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